Medo de se infectar pelo coronavírus, receio de não ter dinheiro para pagar as contas, dificuldade de trabalhar em casa com as crianças por perto e ainda ter que ajudá-las com as aulas online, ansiedade de não saber quando tudo isso vai acabar… Essa fase realmente está gerando um turbilhão de sentimentos que nos deixam com os nervos à flor da pele. E isso não é apenas força de expressão. Emoções podem desencadear ou agravar doenças na pele.
Coceiras e lesões sem causas aparentes podem ser resultado de estresse e ansiedade.
Um emprego novo, projetos que necessitam muita dedicação, perda de entes queridos e términos de relacionamento são algumas das situações que podem acarretar doenças de fundo emocional.
A pele e os sentimentos estão mais interligados do que podemos imaginar, sendo que muitas doenças aparecem e não há um fator clínico significante para aquilo, como manchas avermelhadas, coceiras ou insensibilidade cutânea, por exemplo.
Uma das explicações para a estreita relação entre o cérebro e pele está no fato de que ambos provêm do mesmo tecido, o ectoderma, a camada externa do embrião.
Nas três primeiras semanas de gestação, o ectoderma dobra-se sobre si mesmo. A parede de fora desse tubo se transforma na pele. A interna, no sistema nervoso.
Algumas doenças de pele, como vitiligo, neurodermite e psoríase, podem ser desencadeadas por sentimentos, podendo ser relacionadas com estresse emocional e outros fatores.
Contagioso ou não, tudo o que ocorre na pele é mais visível, podendo gerar insegurança por parte dos pacientes e preconceito por outras pessoas, e, sendo assim, agravar o quadro.
No caso do vitiligo, apesar da causa da doença ainda não ser clara para a medicina, é bastante recorrente o histórico de pacientes que relatam o aparecimento das primeiras manchas depois de traumas emocionais significativos. O que justifica em épocas mais tranquilas, com maior estabilidade emocional, a doença ficar controlada, sem o aparecimento de novas manchas.
Podemos dizer que a pele é o espelho da alma.
Como vemos, pele e emoções mantêm um vínculo integral. É por isso que qualquer alteração externa neste órgão deve ser cuidada. E não apenas por hidratantes ou remédios, mas verificando o nosso interior.
Além disso, a pele tem impacto direto sobre a autoestima.
Por esses motivos, o paciente deve ser entendido e tratado de forma integrada, correlacionando o que ele sente com seus sinais de doença externa, inclusive em relação ao envelhecimento.
A saúde deve ser vista como um estado vital de bem-estar físico, mental, emocional, social e espiritual, que capacita a pessoa a estar engajada em sua vida por completo.
Dra Moema da Costa Barros – CRM 1894
Diretora da Clinica Moema Barros- saúde e beleza desde 2007
Médica do serviço de oncologia cutânea do HGP-Palmas
Membro do grupo Brasileiro de Melanoma
☎(63) 3224-5030 / �(63) 99236-6615
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